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BIOGRAFIA -
Vinícius de Moraes
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Nasceu no Rio de
Janeiro em uma família amante das letras e da
música, e seguiu as duas vocações. Ainda no
colégio, começou a compor com os amigos Paulo e
Haroldo Tapajós, e juntos tocavam em festinhas.
Nos anos 30 formou-se em Direito e fez letra para
dez músicas que foram gravadas, nove delas
parcerias com os irmãos Tapajós. Em 1933
publicou seu primeiro livro de poemas, "O
Caminho para a Distância". Amigo de Oswald
de Andrade, Manuel Bandeira e Mário de Andrade,
publicou outros livros de poemas nessa década.
Passou algum tempo estudando inglês na
Universidade de Oxford e, de volta ao Brasil em
1941, foi crítico cinematográfico do jornal
"A Manhã". Dois anos depois foi
aprovado para o Itamaraty e seguiu a carreira
diplomática. Como diplomata morou nos Estados
Unidos, França, Uruguai. Em 1954 inicia-se como
teatrólogo, escrevendo a peça "Orfeu da
Conceição", que mais tarde virou o filme
"Orfeu do Carnaval", dirigido pelo
francês Marcel Camus. Sua carreira como músico
é impulsionada a partir das décadas de 50 e 60,
quando conhece alguns de seus parceiros, como Tom
Jobim, Antônio Maria, Edu Lobo, Carlos Lyra,
Baden Powell. Em 1958 Elizeth Cardoso lança
"Canção do Amor Demais", com diversas
parcerias Tom/ Vinicius: "Luciana",
"Estrada Branca", "Chega de
Saudade". O primeiro grande show em que se
apresenta, na boate Au Bon Gourmet, em 1962, ao
lado Tom Jobim e João Gilberto, o liga
permanentemente ao mundo da música popular e aos
palcos. Seu elo com a bossa nova é muito
importante. Fez letras para algumas das músicas
mais importantes do movimento, como "Garota
de Ipanema", "Chega de Saudade",
"Eu Sei que Vou Te Amar", "Amor em
Paz", "Insensatez", "Se Todos
Fosse Iguais a Você" (todas com Tom Jobim),
"Minha Namorada", "Coisa Mais
Linda", "Você e Eu" (com Carlos
Lyra). É também em 1962 que conhece Baden
Powell, com quem comporia músicas de temática
afastada da bossa nova, como os afro-sambas
("Canto de Ossanha", "Canto de
Xangô", "Samba de Oxóssi") e
outros sambas ("Samba em Prelúdio",
"Samba da Bênção",
"Formosa", "Apelo",
"Berimbau"). Em 1965, num show na boate
Zum Zum, lançou o Quarteto em Cy, de quem se
tornou padrinho. No mesmo ano,
"Arrastão", sua parceria com Edu Lobo,
defendida por Elis Regina, é a vencedora do
Festival de Música Popular Brasileira da TV
Excelsior, em São Paulo. O segundo lugar também
é de Vinicius: ""Valsa do Amor que
Não Vem", parceria com Baden interpretada
por Elizeth. Após a promulgação do AI-5, em
1968, Vinicius é aposentado compulsoriamente da
carreira diplomática. A partir de então passa a
se dedicar à vida artística. Faz shows em
Portugal, Argentina, Uruguai, acompanhado de Nara
Leão, Maria Creuza, Toquinho, Oscar Castro
Neves, Quarteto em Cy, Baden Powell, Chico
Buarque. Nos anos 70 incrementa a parceria com
Toquinho: "Tarde em Itapuã",
"Regra Três", "Maria Vai com as
Outras", "A Tonga da Mironga do
Kabuletê" são algumas músicas da dupla.
Muitos discos foram lançados na década de 70
com composições ou interpretações suas. Um
dos mais importantes é "Tom, Vinicius,
Toquinho e Miúcha", gravado ao vivo no
Canecão (Rio), em um espetáculo que ficou quase
um ano em cartaz no Rio e seguiu para outras
cidades da América do Sul e Europa. Apesar do
sucesso com a música popular, Vinicius não
abandonou a poesia, tendo inclusive gravado
discos em que recita suas obras. Depois de sua
morte, em 1980, diversos shows-tributo foram
apresentados, ao longo dos anos, assim como
coletâneas e biografias. Fonte: www.cliquemusic.com.br
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