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Começou tocando
sanfona de doze baixos em festas de São João,
batizados e casamentos em Ituaçu (BA), onde
nasceu. Na adolescência aprendeu violão e após
concluir o científico mudou-se para Salvador.
Lá conheceu Tom Zé e inscreveu-se no Seminário
de Música, entrando em contato também com o
rock'n'roll e com Paulinho Boca de Cantor e Luiz
Galvão, com quem formaria mais tarde os Novos
Baianos na companhia de Pepeu Gomes, Baby
Consuelo, Jorginho, Baixinho, Bolacha e Dadi.
Deixou os Novos Baianos em 1975 e seguiu carreira
solo, se dedicando principalmente ao carnaval da
Bahia. Tendo como referências Braguinha, Zé
Kéti e Lamartine Babo, entre outros, passou a
estudar os ritmos que compunham o carnaval:
samba, marcha, marcha-rancho, frevo. Foi cantor
do Trio Elétrico de Armandinho, Dodô e Osmar e
lançou em 1978 o sucesso "Pombo
Correio", música instrumental da dupla que
ele colocou letra. Nos anos 80, depois de
estourar nas rádios e nos carnavais com
"Festa do Interior" na voz de Gal
Costa, se afastou um pouco do meio carnavalesco,
por acreditar que a festa popular estava perdendo
sua essência em favor da comercialização.
Compôs o disco "O Brasil Tem
Concerto", com influências da música
erudita orquestral. Em seguida, o CD "Moraes
Moreira Acústico", com versões acústicas
de seus maiores sucessos, teve boas vendagens. Em
1997 lançou dois CDs: o comemorativo "50
Carnavais" e "Infinito Circular".
Com mais de 30 discos gravados, suas
composições que mais fizeram sucesso são
"Acabou Chorare", "Preta
Pretinha", "É Ferro na Boneca",
"Dê um Rolê" (todas com Galvão),
"Lá Vem o Brasil Descendo a Ladeira"
(com Pepeu Gomes), "Pão e Poesia",
"Meninas do Brasil", "Bloco do
Prazer", "Coisa Acesa" (todas com
Fausto Nilo), "E Assim Pintou
Moçambique" (com Antônio Risério) e
"Forró do ABC" (com Patinhas). Fonte:
www.cliquemusic.com.br
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