|
Começou a freqüentar
programas de calouros nas rádios antes dos 20 anos. Até
então, só cantara em coro de igreja e não tinha apoio da
família para seguir a carreira artística. Participou de
diversos programas com o pseudônimo Ângela Maria para que
a família não descobrisse. Em 1948 decidiu seguir a
carreira e foi morar com uma irmã. Depois de uma rápida
temporada como crooner do Dancing Avenida, foi descoberta e
levada para a Rádio Mayrink Veiga. Em 1952, um ano depois
de seu primeiro disco, sua gravação de "Não Tenho
Você" (P. Marques/ A. Monteiro) bateu recordes de
venda e iniciou sua carreira de sucesso. Foi a cantora mais
popular do Brasil na década de 50, sendo conhecida como
Rainha do Rádio pela sua legião de admiradores, por ter
ganho o concurso quatro anos seguidos, entre 52 e 56. Sua
especialidade são os samba-canções, embora tenha gravado
também muitos boleros, tangos e versões de baladas e músicas
espanholadas e italianas. Gravou cerca de 50 LPs, diversos
compactos e 78 rpm. Seu repertório até 1962 é mais
refinado, embora tenha sido sempre uma cantora eminentemente
popular. A partir de meados dos anos 60, gravou canções de
menor impacto, mas ainda obtendo eventuais sucessos como
"Cinderela" (Adelino Moreira), em 65. Dez anos
depois, voltou à mídia com o belo "Tango para
Teresa" (Evaldo Gouveia/ Jair Amorim). Entre 78 e 83,
gravou um repertório mais sofisticado, e também a primeira
gravação ao lado de sua alma gêmea musical, Cauby
Peixoto, em 81, "Exemplo" (Lupicínio Rodrigues).
A parceria funcionou tão bem que no ano seguinte gravaram
juntos o LP "Angela & Cauby". Na era do CD,
lançou o aclamado álbum "Amigos" (96), cantando
com os maiores ases da MPB, vendendo mais de 500 mil cópias,
e no ano seguinte, um tributo a Dalva de Olviveira
("Pela Saudade Que Me Invade"), sua primeira
inspiração. Em 99, gravou "Sempre Sucesso", em
duo com Agnaldo Timóteo, 20 anos depois do primeiro álbum
de estúdio que gravaram em dupla. Entre seus maiores
sucessos estão "Nem Eu" (Dorival Caymmi),
"Orgulho" (Waldir Rocha/ Nelson Wederkind),
"Lábios de Mel" (Waldir Rocha), "Vida de
Bailarina" (Américo Seixas/Chocolate),
"Abandono", "Babalu" (Margarita
Lecuona), "Fósforo Queimado" (Paulo Marques/
Milton Legey/ Roberto Lamego) e "Garota Solitária"
(Adelino Moreira).
|